O Biólogo > Infecção Humana por Bertiella sp.

Resumo de artigo.
BERTIELLOSIS HUMANO EM GOIÁS, BRASIL: UM RELATO DE CASO DE INFECÇÃO HUMANA POR Bertiella sp. (Cestoda: ANOPLOCEPHALIDAE)
Julieta M. PAÇÔ, Dulcinéia M.B. CAMPOS & José Luiz de Barros ARAÚJO

RESUMO
Relata-se o encontro de um novo caso de bertiellose humana em paciente do sexo feminino, 2 anos, natural de Goiânia (GO) com histórico de permanência em área frequentada por símios no Estado de Mato Grosso. A paciente apresentava inapetência, dores abdominais, emagrecimento e eliminava nas fezes ovos e proglotes que foram identificados como Bertiella sp. O objetivo do presente trabalho é registrar o encontro do terceiro caso de parasitismo humano por Bertiella sp. (Cestoda-Anoplocephalidae) no Brasil, caracterizando mais um caso de zoonose helmíntica.
Bertiella é um gênero de tênia cestóide, parasita que infecta principalmente primatas, roedores e marsupiais australianos. As infecções por Bertiella são conhecidas como bertielliasis. Ocasionalmente, as infecções humanas foram documentadas por duas espécies: Bertiella studeri ou Bertiella mucronata. A transmissão é através oribatídeos que estão presentes no solo de zonas problemáticas, e pode ser facilmente evitada, evitando o contacto com os primatas, roedores e com o solo destas áreas.
De 29 espécies diferentes Bertiella, apenas dois podem infectar os seres humanos: Bertiella studeri (maioria dos casos humanos), e Bertiella mucronata.
A infecção por Bertiella é conhecida como Bertielliasis. O género Bertiella (Stiless e Hassal, 1902) é caracterizada pela formas de tamanho médio com segmentação bem marcada, um pescoço curto, irregularmente alternado, poros genitais e um conjunto de órgãos genitais por segmento.
Os casos de parasitismo humano por Bertiella são freqüentemente acidentais e são geralmente associados com áreas de habitação comuns para os seres humanos e macacos.
Apesar do reduzido número de casos notificados, cerca de 56, relatórios recentes demonstraram um aumento tanto de humanos como de primatas não-humanos infectados.
O diagnóstico de Bertiella é feito através da presença de ovos e proglotes nas fezes do paciente. Proglotides também podem ser espontaneamente libertados e, nestes casos, a identificação adequada requer especialistas profissionais, que são fundamentais para o diagnostico.

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