Sapo extinto há mais de 60 anos é encontrado em Israel

Sapo é considerado "fóssil vivo"



Há cerca de 60 anos ninguém via e nem ouvia o chamado Sapo Pintado do Hula. Sua população desapareceu completamente em meados dos anos 1950, e ele foi considerado extinto.

O Sapo Pintado do Hula é assim chamado em referência ao Vale do Hula, no extremo Norte de Israel, onde ele havia sido visto pela última vez. Na época, havia um pântano no local, mas este pântano foi drenado a fim de acabar com um surto de malária, que ocorria na época.
No local do pântano foram criados vilarejos e plantações. E ninguém mais ouviu falar do Sapo do Hula.

Somente em 1996, a espécie foi oficialmente declarada extinta pelo principal organismo mundial de conservação, a União Internacional para a Conservação da Natureza. E daí em diante pensamos ela que nunca mais seria vista. Até que, caminhando pela Reserva Natural do Vale do  Hula, um guarda-florestal avistou o espécime pintado.

Pouco se sabe a respeito deste animal. Sabe-se que ele só foi encontrado na região do Vale e acredita-se que possa ser uma espécie canibal, já que foi visto se alimentando de uma rã da mesma espécie em 1940.

Segundo um estudo publicado na revista Nature Communications, o Sapo Pintado do Hula é uma espécie extremamente primitiva que acaba de voltar do mundo dos mortos, e pode ser listado como um "fóssil vivo".

"Não só esta espécie sobreviveu sem ser detectada durante 60 anos, como também é uma sobrevivente de um gênero extinto", afirmaram os especialistas, destacando que a rã conseguiu sobreviver à destruição quase total de seu habitat.

Exames de DNA concluíram que o sapo pertence a um grupo de anfíbios pré-históricos que foram extintos a mais de 15 mil anos. O Sapo Pintado do Hula é a única espécie sobrevivente de um grupo chamado rãs de Latônia, cujos membros morreram há cerca de um milhão de anos, na Europa, e alguns fósseis ainda estão preservados.

"A espécie é considerada extremamente resistente e se tornou um ídolo em Israel", brinca um especialista.

Desde o primeiro espécime, outros 12 indivíduos foram encontrados.

Agora os esforços se voltam para a tentativa de reidratar partes do Vale do Hula e reintroduzir o anfíbio ao seu habitat natural. Isso poderia garantir a sobrevivência da espécie.
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Fontes: 
Nature Communications 
BBC Mundo


1 comentários:

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Muito bom o blog, parabéns!

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