A Extinção dos Anfíbios

Anbios em extinção

*Este é um post retirado da nossa série de anfíbios em extinção, publicada em nossa página no Facebook. Curta e fique por dentro do mundo da biologia em O Biólogo.

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ANFÍBIOS EM EXTINÇÃO! 
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1. Gastrotheca testudinea
Gastrotheca testudinea
O Gastrotheca testudinea é uma espécie de anfíbio da família Hemiphractidae.
Ele pode ser encontrado na Bolívia, Equador e Peru. A espécie está em extinção devido às ações humanas, que estão causando a perda de seu habitat natural.

Apesar de ser uma espécie em extinção, o Gastrotheca testudinea ainda é listado como pouco preocupante na escala dos animais em extinção, tendo em vista sua ampla distribuição. 
Sua população é presumida grande (nos parâmetros destes animais) e é improvável um declínio rápido.

2. Hyloscirtus psarolaimus
Hyloscirtus psarolaimus

Esta espécie andina da Colômbia e do Equador ocorre nas encostas da Amazônia da Cordilheira Oriental do Departamento de Putumayo, no sul da Colômbia e ao sul a província de Morona, no sul do Equador.

Em sua taxonomia, esta espécie foi previamente incluída no gênero Hyla, mas recentemente perceberam o engano e mudou-se para o gênero Hyloscirtus.

Ele é listado como ameaçado de extinção porque a sua extensão de ocorrência é inferior a 5.000 km2, a sua distribuição é muito fragmentada. Além disso, seu habitat natural está em contínuo declínio e não há informações sobre a sua capacidade de adaptação a habitats secundários.

As principais ameaças a estas espécies são o desmatamento devido ao desenvolvimento agrícola, o plantio de cultivos ilegais, a extração de madeira e a ocupação/poluição humana.

Mais pesquisas são necessárias para determinar o estado atual população desta espécie na natureza.

3. Atelopus Exiguus
Atelopus Exiguus
Esta espécie é historicamente abundante, porém foi notado um declínio incrível em sua população nos últimos 10 anos.

É listada como criticamente em perigo por causa de um declínio populacional projetado. Estima-se que daqui dez anos, existirá menos de 20% de sua população.

O risco mais sério para esta espécie é a quitridiomicose - um tipo de micose que afeta os anfíbios - que teve um impacto devastador sobre outras espécies do gênero Atelopus

A agricultura e a pecuária, bem como a mudança climática e a construção de barragens são as principais ameaças ao habitat desta espécie. E, como se não bastasse, espécies de trutas invasoras são grandes predadoras do Atelopus Exiguus.

"A situação da população desta espécie precisa urgentemente de ser avaliada. Medidas de conservação ex-situ já estão em vigor para esta espécie, como a Pontifícia Universidade Católica do Equador, que tenta estabelecer uma colônia de reprodução em cativeiro com clima controlado" (Moore 2007 ). 
Também é necessário controlar as populações de truta dentro das áreas protegidas.

4. Hyloscirtus sp
Hyloscirtus sp
Esta é uma espécie de anuro da família Hylidae endêmico do Equador. É considerado uma espécie em perigo de extinção pela perda de habitat, pela mudança climática e por agentes patógenos.

5. Hyloscirtus Tigrinus
Hyloscirtus Tigrinus
Trata-se de uma nova espécie, cadastrada em 2008. É um anuro do mesmo gênero do anterior. Vive na Colômbia e no Equador. Sua coloração é altamente variável, mas sempre com as listras similares às do tigre, que lhe originaram o nome.
Também corre risco de extinção por perda do habitat, mudanças climáticas e agentes patógenos.

6. Gastrotheca Espeletia
Gastrotheca Espeletia
Encontra-se na Colômbia e Equador. Os seus habitats naturais são: regiões subtropicais ou tropicais úmidas de alta altitude, matagal tropical ou subtropical de alta altitude, campos de altitude subtropicais ou tropicais, rios, marismas de água doce e marismas intermitentes de água doce.
Ele vive em vegetação na sub-páramo mato terra e florestas montanhosas, muitas vezes perto de córregos com remanescentes florestais. A fêmea carrega os ovos em uma bolsa dorsal, e as larvas são depositadas em água em movimento lento ou permanente.
Listado como ameaçadas, porque a sua extensão de ocorrência é inferior a 5.000 km2, sua área de ocupação é inferior a 500 km2, e a sua distribuição é muito fragmentada.
7. Atelopus SP
Atelopus SP
Inúmeras rãs do gênero Atelopus estão na Red List da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais). Entre as mais conhecidas estão a Atelopus zeteki e a multicolorida Atelopus Varius, conhecida por rã-arlequim devido às suas colorações fortes.

8. Hyloscirtus larinopygion
Hyloscirtus larinopygion
Esta espécie é conhecida apenas nos Andes colombianos e equatorianos.
É listada como uma espécie Quase Ameaçada porque a sua extensão de ocorrência não é provavelmente muito maior do que 20.000 km2, e seu habitat está em declínio, tornando as espécies perto de se qualificar para Vulnerável. No entanto, sua pequena população se mantém estável nos últimos anos.

9. Atelopus Nanay
Atelopus Nanay
Esta espécie é observada desde julho de 1989 e sua população está em grave diminuição.
Listados como criticamente em perigo devido a uma drástica diminuição da população (estima-se que mais de 80% ao longo dos últimos dez anos).
A maior ameaça é provável é a quitridiomicose, levando a um declínio populacional catastrófico, como tem ocorrido em muitas outras espécies de altitude de Atelopus. As espécies exóticas invasoras são também um problema. Além disso, sua área de ocupação é inferior a 10 km2.

10. Hyalinobatrachi
Hyalinobatrachi
Esta espécie é também conhecida como Rã-de-Vidro, devido a transparência de sua pele. Ela ocorre no sul do México, no sul da América Central, Colômbia, Argentina e também no Brasil.
Listado como pouco preocupante tendo em vista sua ampla distribuição. Ela tem tolerância a mudança de habitas, mas ainda assim sua população está em considerável declínio.

11. Centrolenidae SP
Centrolenidae SP
O Centrolenidae é vulgarmente conhecido como sapo-de-vidro. Ele faz parte de uma família de anfíbios anuros que se originou na América do Sul. A maioria das espécies vivem no Equador e Colômbia. O sapo-de-vidro também leva esse nome por ter áreas do corpo onde sua pele é transparente e possibilita ver órgãos como o coração e o fígado.
Listado como ameaçado de extinção devido a progressiva perda de seu habitat natural.

12. Espadarana Callistomma
Espadarana Callistomma
A espécie habita as florestas de Evergreen no noroeste do Equador. Ela possui hábitos noturnos e é encontrada em folhagens ao longo dos córregos.

Ainda há poucos dados sobre esta espécie, uma vez que só recentemente foi descrita. Muito pouco se sabe sobre a sua extensão de ocorrência, área de ocupação, status e exigências ecológicas. Porém, seu principal habitat está diminuindo rapidamente.

13. Cruziohyla Craspedopus
Cruziohyla Craspedopus
Pode ser encontrada nos seguintes países: Brasil, Colômbia, Equador, Peru e possivelmente na Bolívia.

Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e marismas intermitentes de água doce.

Listado como pouco preocupante nRed List da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) tendo em vista sua ampla distribuição e sua população presumidamente grande. É improvável que sua população esteja em declínio rápido o suficiente para se qualificar para listagem em uma categoria mais ameaçada, mas ainda existe o risco.

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10 comentários:

dumontanhas disse...

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Débora Queiroz disse...

hey, você botou nomes científicos,eu preciso de anfíbios em risco extinção para um trabalho de ciências em meu colégio, mas precioso do nome popular de cada um, mas mesmo assim me ajudou muito obrigada

Matheus Raddi disse...

Oi, Débora.
Acontece que alguns destes são animais tão raros, que são muito pouco conhecidos popularmente. Por isso existe essa dificuldade de encontrarmos o nome popular. Mas fico contente de ter ajudado. Obrigado.

Anônimo disse...

Aqui no sul não vi mais sapo. Já faz mais de 15 anos Inclusive numa pequena mata preservada ao lado do ribeirão, por onde transito a pé na calçada todos os dias.
Eu penso que se não fizermos alguma coisa, os próximos da lista serão os pássaros. Sem desmerecer os anfíbios mas o dia que o canto dos sabiás, ben-te-vis, quero-quero, tucanos, araquãs silenciarem, então a vida será enfadonha, sem graça.

Anônimo disse...

vocês sabiam que eu não entendo nada disso.eu so tenho 9 anos,so entrei nesse site pra fazer minha pesquisa MALDITA

Anônimo disse...

muito obrigado valeu mesmo vai me ajudar muito mesmoo : )
<3

karoline dutra disse...

ola muito obrigada pela ajuda me ajudaram muito para meu trabalho de ciencias agradesso

karoline dutra disse...

obrigada vcs me ajudaram muito para meu trabalho de ciencias valeu

karoline dutra disse...

obrigada me ajudaram bastamte para o trabalho da escola

Anônimo disse...

Amei a gastrotcheca <3

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