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Os Elefantes
elefante-africano-asiatico
Elefante Africano e Elefante Asiático

Classificação Científica:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Proboscidea
Família: Elephantidae

Introdução

Os elefantes pertencem à família dos Elefantídeos e são os únicos sobreviventes das inúmeras espécies gigantescas que habitaram a Terra há muitos e muitos anos atrás.

Os Elefantídeos são uma família de mamíferos, da ordem dos proboscídeos, constituída por três espécies: o elefante-asiático (Elephas maximus), o elefante-africano (Loxodonta africana) e uma outra espécie africana que até recentemente era confundida como sendo uma sub-espécie do elefante-africano. No entanto, estudos genéticos realizados com o objetivo de controlar o tráfico ilegal de marfim trouxeram à luz as diferenças intrínsecas entre os dois e comprovaram se tratar de uma outra espécie. Essa "nova" espécie recém diferenciada seria chamada de Loxodonta cyclotis, e ficou popularmente conhecida como elefante-africano-das-florestas, enquanto o primeiro passou a ser chamado elefante-africano-das-savanas, devido às suas preferências de habitat.

A característica mais evidente numa visão externa de qualquer elefante é a sua flexível e comprida tromba, que é um prolongamento do nariz. Cada uma das quatro patas de um elefante termina em almofadas adiposas onde assenta todo o peso do animal. Os dentes molares dos elefantes vão sendo substituídos ao longo da vida e o par superior de incisivos, desenvolve-se em grandes presas de marfim.

Esses gigantescos animais possuem algumas particularidades interessantes. Ele têm uma memória privilegiada e são muito inteligentes. Vivem em ambientes variados como margens de rios, florestas, savanas e até montanhas. O filhote de um elefante tem o corpo coberto por uma pelagem rala, que desaparece com a idade. 
Como não possuem glândulas sudoríparas, os elefantes precisam se molhar constantemente, para que sua pele não rache ao sol quente predominante na maioria dos seus habitats.

Diferenças

Embora as três espécies de paquidermes citadas sejam semelhantes à primeira vista, uma análise um pouco mais específica mostra que há grandes diferenças entre eles.

O DNA humano e o DNA de um chipanzé se assemelham em 96%. Mais do que o DNA de um elefante africano comparado ao DNA de um elefante asiático, embora ambos sejam, obviamente, elefantes.

Além disso, em relação ao elefante-africano, o elefante-asiático possui costas mais arqueadas, orelhas menores, uma unha a mais nas patas traseiras (são 4 unhas, ao invés de 3), 2 pares de costelas a menos (são 19 pares ao invés de 21) e ausência de presas de marfim nas fêmeas.
Ainda existem outras diferenças marcantes que dizem respeito a morfologia, hábitos e alimentação dessas espécies. Vamos falar um pouco de cada uma delas, começando pelo menor, o elefante-asiático.

Elefante-Asiático

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Foto: Syahul Ramadan

O elefante-asiático (Elephas maximus) é menor que o elefante-africano, e possui 4 sub-espécies, que são:
  • Elefante-indiano: a sub-espécie mais abundante.
  • Elefante-do-ceilão: a sub-espécie de maior porte, chegando a ultrapassar 3 metros de altura.
  • Elefante-de-sumatra: nativo da ilha de Sumatra. Mede de 1,7 a 2,3 metros de altura.
  • Elefante-da-malásia: a menor sub-espécie, com pouco mais de 1,5 de altura.
Uma sub-espécie seria o elefante-sírio, porém ele foi extinto por volta dos anos 100 a.C. O elefante-sírio seria o maior elefante-asiático, medindo até 3,5 metros de altura.

Todos os elefantes-asiáticos têm a pele grossa e de cor cinzenta ou café. Eles podem pesar de 2.700 a 5.000 kg. As fêmeas são, em geral, menores do que os machos, e apenas os machos apresentam as características presas de marfim.

Os elefantes-asiáticos se unem em grupos familiares que incluem mães, irmãs, filhas e machos jovens. Todos esses seguem uma fêmea adulta chamada matriarca. Normalmente são grupos de 30 exemplares. Eles se alimentam preferencialmente de ervas frescas e vivem em média 60 anos, na vida selvagem.

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Foto: Tashi Delek

O elefante-asiático é um animal dócil, inteligente e obediente. Por isso, foram utilizados como animais de carga dos humanos durante milênios, assim como animais de circo e em guerras também. Os que nascem em estado selvagem podem ser domesticados facilmente.

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Foto: Milan Zigmunt
Hoje em dia, o elefante-asiático limita-se a zonas da Índia, Indochina e nas ilhas da Indonésia. Atualmente considera-se um animal ameaçado. Desde 1900, a sua população diminuiu em 97%. Atualmente existem apenas entre 28000 a 42000 exemplares de elefantes asiáticos em estado selvagem. Essa imensa queda populacional deu-se, obviamente, por ações humanas como a caça ilegal e a perda do habitat natural. Seu único predador natural é o tigre, que na maioria das vezes ataca os filhotes, mas a manada também sabe protegê-los. São raros os relatos de tigres caçando elefantes adultos.

Elefante-Africano-das-Savanas

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O elefante-da-savana (Loxodonta africanaé a maior espécie de elefante-africano, sendo portanto o maior animal terrestre vivo, atingindo de 6 a 7,3 metros de comprimento e 3,5 a 4 metros de altura na cabeça, e pesando de 6 a 7,5 toneladas. Em relação ao elefante-africano-das-florestas, este elefante possui mandíbula mais curta e larga, orelhas mais pontiagudas, presas de marfim mais encurvadas e maiores dimensões. 

A sub-espécie, atualmente extinta, L. a. pharaoensis foi o animal caçado e amansado para servir nos exércitos da antiguidade como elefante de guerra, utilizados por persas e cartagineses.

O maior elefante já encontrado, foi registrado em 1965, na Angola. Ele pesava 12 toneladas e 274 quilos, em pé tinha 4,2 metros de altura.

O elefante-africano-das-savanas encontram-se em quase toda a África a sul do Sara e distingue-se do elefante asiático por ter a fronte arqueada, orelhas grandes e dois apêndices preênseis na extremidade da tromba. Tanto os machos como as fêmeas possuem presas.
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Foto: David Lloyd

Sua alimentação é baseada em folhas de plantas e árvores, podendo consumir até 225 kg de folhas diáriamente. Também podem beber cerca de 200 litros de água por dia. A digestão do alimento não é completa, o que significa que sementes das plantas consumidas podem passar por todo o trato digestivo sem serem destruídas. Isto contribui para a dispersão das sementes, que crescerão em meio às fezes do elefante – que é altamente nutritiva para as plantas.

Em sua tromba, existem 40 mil músculos e tendões, o que a torna forte e muito flexível, permitindo com que esses animais controlem a sua tromba com extrema habilidade.

Elefante-Africano-das-Florestas

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Foto: David Lloyd
O elefante-da-floresta (Loxodonta cyclotis) é um elefante que habita as florestas da Bacia do Congo. Anteriormente era considerado uma subespécie do elefante-da-savana, mas um estudo de 2010 estabeleceu que os dois são espécies distintas. 

Embora as diferenças entre o elefante-da-floresta e o elefante-da-savana não sejam tão grandes, elas são perceptíveis. 
O elefante-africano-das-florestas possui longa e estreita mandíbula (no elefante-da-savana é curta e larga), as suas orelhas são mais arredondadas. Suas presas são mais retas e mais para baixo, além de consideravelmente menores.
O macho do elefante- da-floresta raramente ultrapassa os 2,5 metros de altura, enquanto o elefante-da-savana tem geralmente mais de 3 metros, podendo chegar até mesmo a 4 metros de altura.

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Em relação ao número de unhas em suas patas, o elefante-africano-das-florestas se assemelha mais ao elefante-asiático, possuindo 4 unhas nas patas dianteiras e 3 unhas nas patas traseiras. Além disso, existem híbridos das duas espécies de elefantes-africanos, de modo que este número de unhas pode variar.

O elefante-da-floresta é herbívoro e geralmente come folhas, frutos, cascas e, ocasionalmente, visita depósitos de sal e os lambe. Eles comem uma grande proporção de frutas e às vezes são a dispersores únicos de algumas plantas arbóreas como Balanites wilsoniana e Omphalocarpum.

Devido à caça e à alta demanda de marfim, a população de elefantes-da-floresta se aproximou dos níveis críticos nos anos 1990 e início de 2000.
Ainda ontem (09 de julho de 2013), mais de 3 toneladas de marfim ilegal foram apreendidas em um porto queniano. Os 3.287,21 quilos estavam escondidos em um carregamento de amendoins, segundo o Serviço de Fauna Selvagem (KWS).

Há uma semana atrás, dia 03 de julho, foi apreendida uma tonelada e meia de marfim, tudo com destino à Malásia.
Como os elefantes-africanos não possuem predadores naturais, o grande responsável por sua queda populacional somos nós humanos, através da caça e da destruição de seu habitat natural.
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Fontes:
Wikipédia.com
Infoescola.com
Portal Terra
O Reino Animal – Ursos, Elefantes, Rinocerontes. Reedição da série Os Bichos de 1988. Editora Nova cultura, 1991.

4 comentários:

dulcee leall disse...

sou apaixonada por estes grandoes gostaria de ter varias fotos deles no me pc pois eles me encantam independente da raça sao muito lindo me mandem algumas fotos deles obrigado

Matheus Raddi disse...

Oi Dulce, tudo bem? Os elefantes são incríveis, né. Também gosto muito. Estou até com uma imagem desses animais no meu fundo de tela. Me passe seu e-mail que lhe envio algumas fotos legais.
Obrigado por participar.

Anônimo disse...

Por isso que eu gosto de mulher gordinha!!

Anônimo disse...

legal!!

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