O Maior Estudo Sobre Fitoplânctons Marinhos

O Maior Estudo Já Realizado Sobre

 Fitoplânctons Marinhos



Fitoplânctons

Os fitoplânctons marinhos são um tipo de plâncton, formado por organismos vegetais geralmente microscópicos, que flutuam na superfície dos mares e oceanos. Eles são seres fotossintetizantes, por isso vivem em uma profundidade máxima de 200 metros, necessitando da luz solar para fazer a troca gasosa, absorvendo ao gás carbônico da água e liberando oxigênio.

Hoje sabemos que o fitoplâncton é responsável por mais de 90% do oxigênio presente na atmosfera do planeta. Muito mais eficiente do que as grandes florestas, pois liberam mais oxigênio do que são capazes de consumir, o que não ocorre nas florestas, que produzem muito, mas também consomem muito, através dos animais e matérias em decomposição.

Além da capacidade fotossintética, os fitoplânctons são a base da cadeia alimentar marítima, uma vez que são o alimento dos organismos de origem animal que compõem o zooplâncton, que por sua vez servem de alimento para peixes, e assim por diante.

O problema

No entanto pesquisadores acreditam que a quantidade de fitoplâncton presente nos ecossistemas marinhos esteja diminuindo.

Ao que tudo indica, o cenário é grave, pois a queda da biomassa de fitoplânctons pode acarretar uma redução em cascata de uma série de outras espécies, afetando inclusive o já limitado estoque pesqueiro.

A Pesquisa

Até o momento, dados científicos sobre as localizações de fitoplânctons pelo mundo, são escassos. Poucas pesquisas foram realizadas. No entanto, o biólogo inglês Richard Kirby, do Instituto de Pesquisas Marinhas de Plymouth, desenvolveu um curioso método de análise. Ele convocou cidadãos e pescadores e lhes entregou um disco branco, de aproximadamente 30 cm, pesando cerca de 200 g, preso a uma corda métrica. Você mesmo pode produzir o seu pela página do projeto Kirby, na Internet.

O processo consiste em mergulhar o disco no mar e registrar qual a profundidade máxima em que o disco ainda pode ser visto. Isso deve ser feito de costas para o sol, num horário entre 10 e 14h.

Você estará medindo a densidade de fitoplânctons presentes na água através da turbidez da superfície. Quanto maior a profundidade que se pode observar o disco, menos turva será a água, e menos fitoplânctons estarão presentes caso você retire uma amostra.

As medidas coletadas são registradas em um aplicativo para smartphones, desenvolvido pela própria equipe de Kirby. Com ele, as informações são enviadas automaticamente para o banco de dados do projeto. Se não houver conexão com a internet no momento em que se está embarcado, o programa grava os dados na memória do telefone e procede com a transmissão assim que se conectar novamente à rede.

O aplicativo também envia dados de localização geográfica (latitude e longitude, detectadas automaticamente pelo GPS do telefone). Informações como temperatura da água, fotos e anotações sobre as condições ambientais na hora da coleta também podem ser anexadas.

Referências:
YONEDA, N. T. Plâncton. Disponível em: <http://www.anp.gov.br/brasil-rounds/round8/round8/guias_r8/perfuracao_r8/%C3%81reas_Priorit%C3%A1rias/pl%C3%A2ncton.pdf> Acesso em 16 fev. 2010.
http://cienciahoje.uol.com.br/

0 comentários:

Postar um comentário